terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Relato da EX-PAQUITA PATRÍCIA do programa da XUXA Leia, não apague.


Colaboração enviada Por Paulo Pires
Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais:
Eu era uma jovem ‘sarada’, criada em uma excelente família de classe média alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem e melhor,inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas
do programa da Xuxa. Fui também  selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de ‘Floripa’, Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 2004. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau.
Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no ‘Bude’, famoso barzinho na Rua XV.
À noite fomos ao ‘PROEB’ e no ‘Pavilhão
Galego’ tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era “trimaneira”.
Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
Que sensação legal curti a noite inteira
‘doidona’, beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os ‘meganha’, porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários’ não percebiam.
Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase ‘vomitei as tripas’, mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um ap’ no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao ‘ap’ dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado ‘Cigarro de Maconha’, que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de ‘Catarina careta’, mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma o ‘Marcos’, fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.
Retornamos a ‘Floripa’ mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino ‘DRUGS’.
Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me  envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um
monte de porcaria.
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó.
No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a ‘branca’ a R$ 10,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 a boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e retornava aos  domingos com meus ‘novos amigos’. Às vezes a gente conseguia o ‘extasy’, dançávamos nos ‘Points’ a noite inteira e depois… farra!
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida…

Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas… Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem.
Sentia nojo de vender o meu corpo, mas  era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.
Meus pais, sempre com muito amor,  gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.
Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais  para transar sem camisinha.
Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca…
Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.
OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise, que cuidava de Patrícia, veio a comunicar que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.

Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.

Um comentário:

  1. Lenda:
    A mensagem relatando drama de adolescente chamada Patrícia surgiu em janeiro de 2003. A autora, no seu leito de morte e pesando apenas 24 kg, teria ditado a carta a enfermeira de nome Danelise.

    E vem a primeira dúvida: uma pessoa debilitada, sofrendo de AIDS, pesando apenas 24 kg e que morreria 14 horas depois teria condições físicas e mentais de ditar a tal carta?

    A jovem se descreve como de classe média alta e o seu perfil parece o sonho de muitas adolescentes brasileiras. Era bonita, tinha todos os garotos do colégio aos seus pés, havia participado e ganho concurso para modelo e manequim, participou e foi até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa, foi selecionada para fazer um book. E também frequentava schoping (sic).

    Desculpem o mau gosto, mas, segundo a descrição, ela era uma patricinha exemplar.

    Cronologia dos fatos supondo que a mensagem tenha sido ditada em 2003, ano em que ela começou a circular:

    2003 Patrícia morreu aos 17 anos.
    1997 Patrícia descobriu que estava com AIDS.
    1994 Patrícia foi à Oktoberfest, bebeu chopp e provou a maconha.

    Notou alguma coisa estranha nessas datas?

    Se ela morreu aos 17 anos - em 2003 -, então no ano de 1994, quando ela foi à Oktoberfest, ela teria 8 anos de idade. Se a morte dela ocorreu em 2002, então ela teria ido à tal festa aos 9 anos de idade.

    Por mais liberais e desapegados que fossem os pais dela, é pouco provável que a tivessem liberado, aos 8 ou 9 anos de idade, para ir, com uma turma de amigos, à famosa festa.

    Por mais liberal que seja a festa, é improvável que os seus organizadores ou a polícia permitam que uma criança de 8 ou 9 anos se embriague a ponto de ser levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.

    E mais: se fossem verdadeiros esses dados, bem antes dos 11 anos, idade em que ela descobriu que estava com AIDS, ela já teria se prostituído, já 'vendia o corpo' para conseguir dinheiro para comprar drogas.

    Por mais terrível que seja a realidade no mundo das drogas, dá para acreditar nessa história?

    Por mais piegas e pretensamente edificante, é pouco provável que a história seja verdadeira.

    O texto contém palavras de um dialeto bastante curioso. Menciona sarada, show maneiro, trimaneira, doidona, carinhas, meganha, otário, pregmestru, Catarina careta, Points na tentativa de dar-lhe alguma credibilidade, pois tais termos seriam próprios de uma geração. Uma geração sarada.

    Não há como negar os perigos das drogas. Isso não significa, no entanto, que se deva aceitar, sem questionar a sua veracidade, essas historinhas mal contadas na tentativa de convencer crianças e adolescentes a evitar o uso da maconha, cocaína, ecstasy e outras drogas. Melhor que inventar essas historinhas, é tratar o assunto com seriedade e falar a verdade.

    fonte: http://www.quatrocantos.com/lendas/137_patricia_aids.htm

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